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Temporais registrados nesta sexta-feira (30) causaram transtornos em cidades do Sul de Minas. Houve desmoronamento de muro, elevação rápida de rios e falta de abastecimento de água. Equipes das prefeituras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros atuaram nas ocorrências.
Em Areado (MG), o volume de água que desceu de uma área de serra acabou se concentrando em um ponto de captação de água pluvial, que ficou obstruído e provocou o desmoronamento do muro de uma casa.
Segundo o secretário de Obras e responsável pela Defesa Civil do município, Leonardo Gonçalves, a força da enxurrada foi potencializada pelo relevo do local. A água desceu por uma encosta, se afunilou e encontrou a rede de drenagem entupida, o que fez com que o fluxo invadisse o terreno e derrubasse a estrutura.
Ainda pela manhã, equipes da Prefeitura de Areado iniciaram os trabalhos no local. Dois caminhões, máquinas e servidores da Secretaria de Obras foram mobilizados para retirar blocos de concreto, terra e outros entulhos deixados pela enxurrada.
De acordo com o secretário, a prioridade é limpar a área e desobstruir completamente a rede de drenagem para evitar novos alagamentos em caso de outra chuva forte.
Além da limpeza emergencial, a prefeitura já começou a planejar intervenções para reduzir o risco de novos transtornos. Entre as medidas estudadas estão a criação de curvas de nível na parte mais alta do terreno para desviar a água da chuva e a construção de bolsões de contenção, que ajudam a absorver o volume de água.
Também está prevista a implantação de uma nova rede de drenagem ao lado da atual, para reforçar o escoamento da água.
A permanência da família na casa ainda será avaliada. Segundo o secretário, a decisão será tomada em conjunto com o morador, após a conclusão da limpeza e a análise das condições de segurança do imóvel. A prefeitura informou que está à disposição para prestar o apoio necessário aos moradores afetados.
Em Itajubá (MG), o maior volume de chuvas foi registrado por volta das 4h da manhã, o que causou elevação rápida no nível de rios e ribeirões da cidade.
De acordo com a Defesa Civil, o Ribeirão Anhumas e o curso d’água conhecido como Água Preta, na região da Vila Isabel, chegaram a atingir a cota de extravasamento. Apesar disso, a água escoou com rapidez e a situação foi normalizada pouco tempo depois.
O ponto que exige maior atenção das autoridades é a Estação Borges, no Rio Sapucaí, localizada na zona rural. O volume elevado neste trecho impactou diretamente o Ribeirão José Pereira, que corta a Avenida BPS, uma das vias importantes da cidade.
Equipes da Defesa Civil seguem monitorando os níveis dos rios e ribeirões. A Secretaria de Obras realiza vistorias e atua em diferentes pontos para minimizar possíveis danos causados pelo excesso de água.
A Estrada do Cristo permanece interditada nesta sexta-feira (30) em Albertina (MG), após as fortes chuvas que atingiram a cidade durante a madrugada. Segundo a prefeitura, ainda não há previsão para a liberação da via.
De acordo com o município, o volume de chuva entre a noite de quinta-feira (29) e a madrugada de sexta foi intenso, o que causou novos transtornos. Por causa da enxurrada, as minas que abastecem a cidade ficaram sujas, e o fornecimento de água precisou ser interrompido novamente.
Até a manhã de sexta-feira, Albertina seguia sem abastecimento de água. A prefeitura não informou prazo para a normalização do serviço.
Uma família precisou deixar a própria casa após um deslizamento de terra atingir o imóvel na zona rural de Wenceslau Braz (MG). O caso foi registrado no fim da tarde desta sexta-feira (30), no bairro Roseta.
De acordo com a Defesa Civil, uma forte chuva atingiu o município e provocou o fenômeno conhecido como “cabeça d’água” por volta das 17h30. A intensidade da enxurrada fez com que um barranco nos fundos da residência desabasse, derrubando a parede dos fundos da casa. A terra invadiu boa parte do imóvel e arrastou móveis.
No momento do deslizamento, nenhum morador estava dentro da casa e ninguém ficou ferido. Segundo a Defesa Civil, os irmãos que moram no local estavam trabalhando quando tudo aconteceu.
Ainda conforme o órgão, três cômodos foram os mais atingidos, mas toda a estrutura da casa ficou comprometida. Os moradores foram encaminhados para um abrigo temporário em um salão comunitário no mesmo bairro, onde estão sob acompanhamento da Defesa Civil. Até o momento, esta é a única família desabrigada no município.
Fonte: g1.com.br